INHOTIM
Em grupo, discutimos sobre a galeria que expõe os trabalhos da fotógrafa Claudia Andujar, cujo projeto é dos Arquitetos Associados.
A arquitetura do prédio dialoga bem com as obras,pela utilização de materiais que conversam bem com a realidade e cultura das comunidades indígenas retratadas, pelo uso de tijolos artesanais que, pela maneira como foram dispostos formam um jogo interessante de luz e sombra nas paredes. Contudo, a parte interior não cumpre esse papel com o mesmo desempenho.
Em algumas partes do prédio, os corredores são estreitos e revestidos por tijolos que, em conjunto com o teto vazado de madeira, dão a impressão de um adentramento maior. A disposição do vidro e dos ambientes que possibilitam a vista exterior permitem o casamento entre a vegetação e o concreto. Já a parte interna, com uma iluminação questionável e uma disposição das obras que não permitiram sua apreciação por inteiro, é típica e regular - paredes brancas, piso de madeira, luzes dispostas próximo as obras - e não realiza bem a integração entre o espaço expositivo e o contexto da obra.
O prédio, diferentemente de algumas galerias também visitadas, não parece algo deslocado da paisagem, cuja presença é claramente fruto de intervenções humanas desconsiderando seus entornos. Pelo contrário, a maneira com que o edifício é erguido parece dar continuidade a vegetação e localidade no Inhotim. Os visitantes adentram o local como se explorassem, buscando possíveis entradas por entre as árvores e usando os caminhos estreitos e subidas como parte da experiência total proporcionada pela visita à galeria.
Vivenciar a proposta da galeria, compreender o intuito das obras e mesmo estabelecer a relação entre as fotografias com o local de exposição exige do espectador uma busca por maiores informações, visto que as fotografias, mesmo que possíveis de admiração fora de contexto, não são auto explicativas e demandam uma pesquisa prévia ou posterior do observador caso surja interesse. A arquitetura do ambiente também intervém diretamente na maneira com a qual as pessoas ocupam o espaço, e, consequentemente, tem contato com as obras. Por exemplo, salas e espaços pouco convidativos (escondidos, parcamente iluminados) não continham o mesmo número de contempladores que locais mais abertos e integrantes dos caminhos que o próprio prédio propunha para os passantes, mesmo que as obras lá expostas fossem de caráter semelhante (ou até mesmo complementar) às outras.
Grupo: Joana Vaz, João Gabriel Martins, Karoline de Oliveira, Luísa Lima, Marina Gomes e Thais Soares.
A arquitetura do prédio dialoga bem com as obras,pela utilização de materiais que conversam bem com a realidade e cultura das comunidades indígenas retratadas, pelo uso de tijolos artesanais que, pela maneira como foram dispostos formam um jogo interessante de luz e sombra nas paredes. Contudo, a parte interior não cumpre esse papel com o mesmo desempenho.
Em algumas partes do prédio, os corredores são estreitos e revestidos por tijolos que, em conjunto com o teto vazado de madeira, dão a impressão de um adentramento maior. A disposição do vidro e dos ambientes que possibilitam a vista exterior permitem o casamento entre a vegetação e o concreto. Já a parte interna, com uma iluminação questionável e uma disposição das obras que não permitiram sua apreciação por inteiro, é típica e regular - paredes brancas, piso de madeira, luzes dispostas próximo as obras - e não realiza bem a integração entre o espaço expositivo e o contexto da obra.
O prédio, diferentemente de algumas galerias também visitadas, não parece algo deslocado da paisagem, cuja presença é claramente fruto de intervenções humanas desconsiderando seus entornos. Pelo contrário, a maneira com que o edifício é erguido parece dar continuidade a vegetação e localidade no Inhotim. Os visitantes adentram o local como se explorassem, buscando possíveis entradas por entre as árvores e usando os caminhos estreitos e subidas como parte da experiência total proporcionada pela visita à galeria.
Vivenciar a proposta da galeria, compreender o intuito das obras e mesmo estabelecer a relação entre as fotografias com o local de exposição exige do espectador uma busca por maiores informações, visto que as fotografias, mesmo que possíveis de admiração fora de contexto, não são auto explicativas e demandam uma pesquisa prévia ou posterior do observador caso surja interesse. A arquitetura do ambiente também intervém diretamente na maneira com a qual as pessoas ocupam o espaço, e, consequentemente, tem contato com as obras. Por exemplo, salas e espaços pouco convidativos (escondidos, parcamente iluminados) não continham o mesmo número de contempladores que locais mais abertos e integrantes dos caminhos que o próprio prédio propunha para os passantes, mesmo que as obras lá expostas fossem de caráter semelhante (ou até mesmo complementar) às outras.
Grupo: Joana Vaz, João Gabriel Martins, Karoline de Oliveira, Luísa Lima, Marina Gomes e Thais Soares.






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